Entrevistas com JC VOLOTÃO

Algumas TVs e Publicações:


TVs:

Entrevista ao Roberto Cabrini / Globo Repórter



1- Entrevista ao Amaury Junior em New York


2- Entrevista ao Amaury Junior em New York



Entrevista para o Interview Update em NY





Publicações:

Álbum Digital (1) / Esfera (1) / Fotos e Rumos (1) / Photos & Imagens (5) /
Aventuras na História (1) / Flash (2) e outras


 

ENTREVISTA

com Volotão

                                  por Nathalia Jabur

"A criatividade e a renovação da técnica são fundamentais para a carreira de um fotógrafo. Se parar no tempo, é engolido.. Cada fotógrafo tem que ter um estilo forte e marcante".

JC Volotão

Um "caçador de imagens", um dia um jornalista o definiu. E, com propriedade, assim pode ser chamado o fotógrafo João Carlos Volotão. Seu forte atualmente são as fotografias de celebridades. De Liza Minelli a Yasser Arafat, sua lista é ampla e a variedade é o que fascina em sua história profissional.
Hoje, fazendo o que gosta, ele é um estímulo para os que têm medo de apostar a vida no que uma câmera fotográfica é capaz de fazer. Depois de um acidente que o deixou oito meses sem andar, Volotão decidiu tentar a sorte fora do país. Chegou à Nova Iorque sem falar inglês, com 700 dólares na carteira; porque as economias tinham sido confiscadas pelo famoso pacote de 1990, "mas com o equipamento de fotografia para trabalhar", ressalta. Em um ano, ele já estava trabalhando para grandes veículos, norte-americanos e também brasileiros.

Volotão começou a ser tão requisitado pela mídia brasileira que abriu a Eclipse Photo Agency, contratando outros fotógrafos para trabalhar com ele. "Sempre ligavam do Brasil quando algo importante acontecia e eu não queria perder as pautas", explica. 

Hoje, experiente, Volotão tem boas lembranças e histórias para contar. Como todo bom caçador, aliás. Algumas envolvem riscos e desafios como fotografar traficantes em plena atividade no Harlem, um bairro de Manhattan, de onde teve que sair correndo literalmente, mas com as imagens registradas. Outras, mostram que famosos também dão trabalho e, de certa maneira, também o levam a correr. 

"Uma vez, tive que montar uma equipe de 12 pessoas, 4 carros, 1 moto, rádios e até hospedar uma pessoa no mesmo andar de um hotel onde estava uma celebridade", conta. Tudo durou quatro dias, mas ao final, foi ameaçado e com as imagens publicadas com créditos trocados, teve que "sumir por um tempo, voltar ao Brasil, mudar de casa". 

Ainda assim, é descrevendo sua profissão que ele mostra o quanto é um apaixonado. "É um trabalho fantástico pois cada dia tenho uma pessoa diferente para acompanhar pela cidade, ou uma aventura atrás de alguém", conta.

Mas nem sempre as celebridades foram as "caças" das lentes de Volotão. E, com a mesma paixão, descreve seu trabalho por onde tudo começou. "Era muito interessante pegar uma folha e ir entrando dentro dela, ou fotografar células, ácaros, fungos... O mundo micro é imenso e maravilhoso". Podia ser declaração de um cientista, mas é assim que ele fala da época em que foi fotógrafo científico, onde conseguiu unir suas duas grandes paixões: a fotografia e a natureza.

O amor pelos animais ele não sabe de onde vem. Lembra-se somente de alguns problemas na infância por colocar uma lesma para andar em cima da mesa da escola. 

A fotografia, no entanto, tem procedência e quase que data definida. Seu pai gostava tanto de fotografar que sempre chegava em casa com uma máquina nova. Nada muito profissional: fotos de viagens, reuniões de família... Mas as câmeras fotográficas entraram na vida de Volotão, quase como brinquedo de criança. Quase, porque, aos 11 anos, quando ganhou sua primeira máquina, já "vivia no zoológico fotografando e tinha até um book só com fotos de animais".

Embora ainda não conhecesse muito das técnicas, que define como as de um amador, Volotão expôs suas fotos pela primeira vez aos 15 anos em uma espécie de associação de artes na Tijuca, no Rio de Janeiro, com o título "Tristes Animais".

Daí para frente não tinha mais para onde fugir. Do estúdio aberto com o irmão Jorge, passando pela atividade como fotógrafo de jornais e revistas, levado por uma "quedinha pelo fotojornalismo", pelas aulas dadas na universidade, até a mudança para Nova Iorque, onde tem uma agência, a vida foi mostrando a Volotão a versatilidade que podia ter como fotógrafo. Ou, vice-versa.

E para quem pensa que este outro grande amor pelos animais ficou para trás, Volotão avisa que tem um grande projeto para unir novamente as duas coisas "no futuro". O fotógrafo, entretanto, continua não matando nem formigas. Mas caçando celebridades a valer.


AD: Como você faz para saber onde estão as celebridades? (Marcos Spada, São Paulo, SP)

JCV: Até que essa parte não é muito difícil, pois tenho informantes nas empresas aéreas no Brasil e aeroportos do Rio, São Paulo e Brasília. Em Nova York, tenho informantes também em empresas aéreas e no aeroporto, mas também nos táxis, hotéis, lojas, restaurantes, etc. Sem eles fica difícil.
 

AD: Os jornais e revistas pedem para que você procure certas celebridades ou você "caça" as imagens por sua conta e depois tenta vendê-las? (Márcia Barbosa, Natal, RN)

JCV: Geralmente eu descubro e ofereço, quando recebo o OK vou à caça. Caso contrário, trabalharia sem necessidade e ficaria com fotos encalhadas.
 

AD: Você costuma pedir autorização para tirar fotos de celebridades? Já aconteceu de ter sido processado? (Gustavo Tedesco, Rio de Janeiro, RJ) 

JCV: Nunca vou pedir autorização pois as celebridades precisam dos fotógrafos assim como os fotógrafos precisam das celebridades. Elas têm que sair em publicações, propagandas, filmes e outros meios de divulgação, e em todos o fotógrafo está presente. Sem ele a celebridade não existiria. Nunca fui processado, pois respeito as pessoas da maneira que gosto de ser respeitado. Jamais invadiria uma residência para fotografar e se a celebridade estiver em posição comprometedora, com uma perna aberta mostrando o que não devia, ou em outras situações, eu não publico as fotos. Creio que por isso nunca fui processado. Mas se estiver num lugar público, pego carro, moto, lancha, helicóptero e detono foto.
 

AD: Pode se dizer que você é um "paparazzi"? Você já se arrependeu por invadir a privacidade de alguma celebridade? (Marcos Almeida Júnior, arquiteto, SC)

JCV: Não me considero um "paparazzi". Sou um repórter fotográfico atrás da notícia, que está sempre às voltas com celebridades, seja qual for a área. Eu nunca entrei em um plantão sem pegar a foto que queria. Muitas dessas imagens foram conseguidas após nove horas na neve, dias sem dormir, sem comer ou beber. Por isso, no início, para conseguir uma foto, invadia até velório, festas em casas particulares, quarto de hotéis, desrespeitando a todos, mas isso não faço mais.
 

AD: Por quê? O que o fez mudar de postura? 

JCV: Acho que estou ficando velho!! Vejo meu trabalho agora com outros olhos. Diferente de oito, dez anos atrás, prefiro fazer uma amizade, um contato mais profundo, trocar telefones, ir jantar. Com isso, as fotos ficam melhores ainda! Mas tem algumas celebridades que não querem saber de fotos, então respeito e vamos dar um giro pela cidade.
 

AD: No aspecto emocional, a fotografia de eventos exige muita atenção (e tensão). Para alguém experiente, o momento exato já é naturalmente conhecido? (Fred Volotão, São Paulo, SP) 

JCV: Fala primo!! (Os dois são parentes distantes, descobriram-se pela Internet, mas não se conhecem pessoalmente). Você tem que ficar atento a tudo. Muitas vezes não escuto o que estão falando ou cantando, apenas presto atenção ao que está acontecendo na cena principal e em volta, onde poderá estar a grande foto.
 

AD: Outro dia, vi uma foto do casamento de uma atriz com o distinto noivo feita com grande angular. Em minha opinião, deformou o casal de uma maneira incômoda, deixando-os bem mais gordos. O que você faz para evitar este tipo de problema? (Ana Maria Schultze, São Paulo, SP) 

JCV: Geralmente fotografo com grande angular para não perder a foto, pois com uma tele você fica do outro lado da rua esperando a celebridade sair durante alguns dias e, quando ela sai, passa um caminhão na frente. Você perdeu a foto. Uso uma 28 mm que não deforma muito o corpo. Abaixo de 28 fica difícil.
 

AD: Qual a vigília mais longa por uma foto e o momento mais perigoso da sua carreira? (Arnaldo Duran, jornalista, Nova York)

JCV: Foram muitas! Os maiores plantões foram de 8 dias, no caso do Pedro Collor (fiz as últimas fotos dele vivo) e da Madonna com o "baby". A hora certa no lugar certo são muito difíceis. Você pode ficar dois ou três dias esperando a pessoa sair de casa ou do hotel. Quanto aos momentos mais perigosos, foram os dois narrados no perfil. O episódio do Harlem e o outro em que tive que mudar de endereço e um de meus fotógrafos foi jurado de morte. 
 

AD: Qual o relacionamento profissional entre os fotógrafos da sua área em termos de reconhecimento e respeito? (Fred Volotão, São Paulo, SP)

JCV: A inveja existe em todas as profissões e se você bobear, lhe fazem uma armadilha e a coisa fica feia. Não me preocupo muito com isso, pois não tenho patrão nos Estados Unidos. Tenho minha agência e algumas pessoas trabalhando nela. No Brasil, deve ser bem pior mas, como em todas as áreas, existem as exceções. Por exemplo, a revista Caras escolheu as melhores fotos dos seis anos da publicação e uma delas era minha, mesmo trabalhando para a sua grande concorrente (Chiques & Famosos). Isso não deixa de ser reconhecimento e respeito.
 

AD: Há dificuldade para um profissional brasileiro entrar em jornais e revistas nos EUA? (Sérgio Lima, Brasília, DF) 

JCV: O pior não é a dificuldade. Sempre tem uma vaguinha para um bom profissional. O grande problema é o salário. Tem fotógrafos trabalhando em publicações de nome por aqui que, com os descontos, recebem U$ 1.000,00. Para trabalhar por U$ 250,00 por semana, 8 horas por dia, mudo de profissão. Para você ter uma idéia, uma foto minha é vendida por U$ 150,00, se for uma foto simples e sem exclusividade. Pior que Nova York, não creio que exista outra cidade. Chegam diariamente fotógrafos do mundo todo em busca de um lugar ao sol. 
 

AD: Qual a foto mais valiosa que você já produziu e comercializou? (Flávia G. Pereira, fisioterapeuta, RJ)

JCV: Em termos de quantidade vendida para várias publicações foi a da Madonna e seu "baby". A do Stallone com a namorada grávida e a do Elton John chegaram a 15 mil dólares. Mas isso acontece de dois em dois anos e olhe lá. Já tiveram celebridades, cuja foto - uma só - foi vendida por dois mil dólares. De tempos em tempos, o público pede uma foto e é assim que funciona: o povo quer ver, as publicações querem mostrar e o fotógrafo tem que conseguir. E isso tem seu preço. Mas há outros tipos de trabalho. Fiz capas de disco para a Sony, pelas quais recebi uma boa grana.
 

AD: Você aceitaria o serviço pedido por um fã que quisesse flagras interessantes para a coleção dele? (Frederico W, Florianópolis, SC) 

JCV: Acho que sim! Depende da pauta. É um trabalho como outro qualquer onde só muda o objetivo final.
 

AD: Que outros tipos de temas você gosta de fotografar? Ou você nem pensa em máquina nas horas vagas? 
 

JCV: Gosto de fotografar esportes, cotidiano, cidades, e muitos outros temas, mas quando estou naqueles dias que preciso relaxar, pego minha câmera e vou para um local onde encontre a natureza, para as montanhas de preferência. Depois de ficar o dia todo lá, fotografar uns 5 ou 10 rolos, volto outro, prontinho para agüentar essa cidade louca.
 


Vinte e quatro de novembro de 1999

 


 

esfera - revista de cultura online
 

J.C. VolotãoJ.C. Volotão
por Nemo Nox

Vivendo em New York, João Carlos Volotão especializou-se em flagrar personalidades com a sua câmara. Um trabalho difícil, por vezes arriscado, mas que pode ser muito bem recompensado financeiramente. A Esfera conversou com este paparazzo brasileiro.

 

J.C. Volotão
por Nemo Nox

Claudia SchifferEsfera - Como você se transformou em paparazzo? Aconteceu naturalmente ou foi um plano predeterminado?
Volotão - Não me considero um paparazzo, sou um fotojornalista e fazer flagras faz parte do meu trabalho. Fazer fotos de flagras requer muita técnica e paciência.

Esfera - Quais são os truques para flagrar personalidades? Pesquisa, informantes, paciência, sorte?
Volotão - Você tem que estar no lugar certo e na hora certa e isso é muito difícil. Os informantes são fundamentais para você estar no lugar certo de preferência antes da celebridade chegar ou sair. Tenho informantes em aeroportos, empresas aéreas, motoristas de táxi, vendedores de lojas, funcionários de hotéis, etc.

Esfera - E a ética? Você não se sente invadindo a privacidade de quem não quer ser fotografado naquele momento?
Volotão - Se estou na rua, posso fotografar quem eu quiser. Se eles querem privacidade, basta não ir a lugares públicos, pois são nesses lugares que serão fotografados. Nunca irei invadir a sua casa ou o quarto de um hotel para fazer uma foto, mas se o lugar é publico, estarei lá.

Woody AllenEsfera - É uma atividade muito rentável? Quanto pode chegar a valer uma foto de flagra?
Volotão - Dependendo da foto, pode ter um grande valor e até chegar a um leilão de publicações, ou seja, quem der o maior lance leva a foto. Uma fotografia é como uma obra de arte, não tem um preço estabelecido, o autor pede um valor, compra quem quiser.

Esfera - E os riscos envolvidos? Seguranças, ameaças?
Volotão - Os riscos são muitos, mas faz parte de minha profissão. Já fotografei até traficantes no Harlem e creio que o risco é bem maior que fotografar celebridades.

Esfera - A maior parte dos paparazzi trabalha à distância, com grandes tele-objetivas, e muitas vezes a "vítima" só fica sabendo quando vê a foto publicada. Mas você diz preferir trabalhar no "corpo-a-corpo", com uma objetiva grande-angular. Quais as vantagens e as desvantagens?
Volotão - A grande vantagem é que a chance de perder a foto diminui muito. Quando você encosta na celebridade a uns três metros e detona foto, o risco de perder é bem menor que ficar dias tentando conseguir uma foto de longe. Tem o problema dos seguranças, mas não é toda celebridade que anda com seguranças, isso é lenda. Não é tão dificil achar uma na 5 Avenida ou no Central Park nos finais de semana. Por isso uso uma lente 28mm e não as famosas tele-objetivas. Com a tele você vai estar longe, podendo passar um caminhão na frente e estragar a foto. O momento não volta. Perdeu, pode esquecer.

Bruce SpringsteenEsfera - Qual você acha que foi sua foto mais difícil de conseguir? E de qual flagra da sua coleção você tem mais orgulho?
Volotão - Geralmente as fotos não são tão simples de conseguir como parece, já fiquei oito dias para conseguir uma foto, depende muita da sorte também. Já tentei fotografar celebridades que ficaram quatro dias no quarto do hotel sem sair. O que gosto mais está na minha homepage.

Esfera - O paparazzo está mais perto de ser um artista ou um detetive?
Volotão - Os dois e muito mais, pois não basta você conseguir saber onde e quando a celebridade vai estar, tem que saber a técnica que vai ser usada, pois varia de caso em caso, e também saber fotografar. Tenho vinte anos de fotografia profissional, fui criando as minhas técnicas com os erros que fui cometendo, sem livros ou professores, pois o dia-a-dia é fundamental para um bom aprendizado.


site oficial
João Carlos Volotão

"O Bruce Springsteen estava gravando um disco novo e resolveu dormir num hotel em Manhattan, mesmo morando em New Jersey. Recebi uma informação do motorista que foi contratado por ele, que iria sair cedo, diretamente para o estúdio. Fui para o local na própria limousine do Bruce, saltei na esquina e fiquei aguardando. Para minha felicidade, consegui uma boa foto, dele dando uma gorjeta para o porteiro do hotel, é uma foto difícil e vendeu bem".

J.C. Volotão 

Escreva para a Esfera.
Sua opinião é importante.

 


 

Fotos e Rumos 
entrevista

JC Volotão

Por Levis Litz

Fotos e Rumos
­ Como foi o teu primeiro contato com a fotografia? 


JC Volotão
; Tudo começou quando ganhei minha primeira câmera aos 11 anos de 
idade, depois disso as coisas foram acontecendo. Atualmente tenho 22 anos de fotografia  profissional, abri meu primeiro estudio com 19 anos, com o irmão e também fotógrafo

Fotos e Rumos
­ Por que escolheu a profissão de jornalista e repórter fotográfico? 

 
JC Volotão
­ Gosto de ver registrado os momentos da vida das pessoas, das cidades etc.

. Mostrar os FATOS em FOTOS, sem mentiras, como em algumas matérias que leio. 

Fotos e Rumos
Qual é a área de atuação?

 
JC Volotão
­ Trabalho como fotojornalista, sou correspondente da revista Chiques
& Famosos e tenho uma Agência de fotos chamada Eclipse Photo Agency.    Faço  também outros trabalhos como fotografia científica, capas de discos, propaganda etc. 
  Mas o que gosto mesmo é de furar notícias e passar para os leitores. 

Fotos e Rumos
­ Você nasceu no Rio de Janeiro e hoje, aos 40 anos, vive em 

  New York, desde quando? 
 
JC Volotão
­ Cheguei aqui em 1990 e nunca mais sai.... eta terrinha boa (risos) !!! 

Fotos e Rumos
­ O que o motivou a trabalhar com fotografia em NY? 

 
JC Volotão
­ Estava trabalhando como FOTÓGRAFO CIENTÍFICO na UFRJ a 6 anos,
sofri um acidente e fiquei 8 meses sem andar, depois de muito refletir resolvi mudar o  objetivo do meu trabalho, deixar de fotografar células, vírus etc... para fotografar gente, ou  melhor celebridades. Se ficase no Rio de Janeiro, nunca iria largar o meu emprego federal. 
  Escolhi New York para ser a cidade por onde começar tudo novamente. Escolhi fotografar 
celebridades, pois gosto de fotografar gente e a procura é grande por essas de fotos, juntar
  o útil ao agradável não é nada mau. New York tem celebridades todos os dias, basta você
ter o contato certo, para a informação certa. 

Fotos e Rumos
­ Quais são as diferenças de trabalhar nos Estados Unidos ao invés

  do Brasil?
 
JC Volotão
­ Ganho em dolar!! Essa é uma boa diferença (risos)! A outra grande coisa é 
sair com uma celebridade pelas ruas fotografando sem se preocupar com as pessoas. Os 
  trabalhos que fiz com algumas celebridades aqui em New York, seria impossível fazer no 
Brasil. Já estava esquecendo de uma coisa MUITO importante! Aqui posso andar com um 
  equipamento de U$ 15.000 pelas ruas sem problemas. É lógico que tem assaltos, mas é
bem pouco. 

Fotos e Rumos
­ Pretende voltar para o Brasil?

 
JC Volotão
­ Pretendo voltar, mas ainda não tenho o ano certo, são muitas coisas para 
serem feitas antes dessa mudança. Quero mostrar um pouco meu trabalho no Brasil, fazer alguns livros, exposições, abrir um estúdio, de repente até dar umas aulinhas rápidas. 

Fotos e Rumos
­ Você participou de muitas exposições fotográficas'? 

  JC Volotão ­ Não foram muitas, mas certamente a mais importante foi a que fiz quando
tinha 15 anos de idade, o tema era "TRISTES ANIMAIS", as fotos foram feitas no zoológico do Rio. Para fazer uma exposição bem feita requer tempo e isso não tenho sobrando a muito tempo. 

Fotos e Rumos
­ Você já pensou em participar de algum concurso?

 
JC Volotão
­ Nunca participei, pois as fotos acabam se perdendo em outras mãos, muitos
querem o direito pelas fotos por algum tempo ou total, outros publicam as fotos em vários lugares e nem te falam e muito mais motivos. Prefiro não me aborrecer. Quem sabe um dia.

Fotos e Rumos
­ Qual é a maior dificuldade que um fotógrafo encontra para
começar uma carreira? 
 
JC Volotão
­ Essa é facil!. A compra de um bom equipamento, pois custa muita grana. 

  A escolha certa em que área vai atuar, pois no início ele fica perdido com várias opções. 

  Os vampiros do mercado fotográfico que acham que publicar suas fotos com o crédito já é
um grande favor. Falar em valores pela foto é piada. E olha que até hoje escuto isso até aqui e no Brasil. Quando começam com o papo que não tem verba, pergunto se eles tem computador, equipamentos fotográficos etc... A pergunta é automatica: PORQUE??? 
  Então respondo: Para pegar como pagamento da minha foto. Teve uma revista de New York
que trata de mercado financeiro que falou que não tinha verba blá.. blá.. blá.. só que me  pegou naqueles dias. Perguntei ao editor se sabia engrachar sapato, ele respondeu logo que sim, com a pergunta PORQUE? Então respondi que liberava minhas fotos e passaria todos  os dias durante um ano, para ele engrachar meu sapato pelo pagamento das fotos. Acho  que ele aprendeu a lição, ainda mais sendo americano e escutar isso de um brasileiro. 

Fotos e Rumos
­ No que se resume a fotografia para você? 

 
JC Volotão
­ No fotojornalismo é facil: "REGISTRAR O FATO EM FOTO". 

Fotos e Rumos
­ Qual a sua dica para os iniciantes? 

 
JC Volotão
­ Não queira estudar muito em cursos, pois o professor ganha muito pouco 
para dar aula, se ele fosse um bom fotógrafo, estaria atuando na profissão. Cuidado com o  que você vai ler também, pois você nunca sabe a verdade sobre o verdadeiro autor. Aqui nos 
  Estados Unidos, tem alguns fotógrafos que ganham somente para colocar o nome em seus
livros. Mas isso não circula muito nas notícias. A prática do dia a dia é sua grande aula. 
  Aprender errando é fundamental para você começar a fotografar. 

Fotos e Rumos
­ Quais são os seus planos para o futuro como fotógrafo?

 
JC Volotão
­ Lançar alguns livros (já tenho algumas propostas de editoras, mas ainda
estou esperando outras) e voltar ao Brasil e fazer algumas exposições pelos estados, ter contato com essa gente maravilhosa, aproveitando para fotografar.

 


Gente famosa sob

o olhar de JC Volotão

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Elas são lindas
Bruna Lombardi e Sônia Braga flagradas por J. C. Volotão numa tarde de chuva em Nova Iorque.

       Essa história de que seu dia está perdido por ter acontecido algo como cancelamento de fotos, tempo ruim, problemas no equipamento etc... e ver a agenda para o dia seguinte, está cortado definitivamente do meu dia a dia, como mostra bem o exemplo dessas fotos.
       Estava fazendo um clip juntamente com a capa do disco para um grupo, o tempo estava horrível e a chuva começou a cair direto, ficando impossível trabalhar na rua. Resolvi cancelar tudo e todo o pessoal foi embora. Como estava perto da casa da Soninha, uma pessoa com uma energia fantástica, resolvi passar por lá e animar um pouco o meu dia chuvoso, mas ela nem deixou contar a história toda, pois estava com visita que era a Bruna Lombardi. Se só a Sônia já levanta o seu dia, um bate papo com as duas seria ótimo. No início nem falamos em fotos e esse não era o motivo de estar lá. Com o passar do tempo, a coisa foi descontraindo e pedi permissão a Bruna para registrar esse momento único, pois sabia que com a Soninha não teria problema. O resultado de uma tarde chuvosa foi essa série sensacional representada aqui por algumas fotos.

       Se separadas elas são lindas, as duas juntas são MARAVILHOSAS!!!!

       Soninha e Bruna são dois ícones que bem representam a mulher brasileira. Fogem completamente do padrão estabelecido de que os neurônios de mulher estão na bunda, como podemos constatar nos vários exemplos espalhados pela mídia. Soninha dispensa apresentações. É uma atriz consagrada que tem em seu currículo filmes como Dona Flor e seus dois Maridos e O Beijo da Mulher Aranha. Bruna, dos olhos verdes, além de atriz, é poetisa e entrevistadora de mão cheia. Muitas personalidades já passaram por seu Gente de Expressão. Quem pode pode, quem não pode, rebola.

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Photos & Imagens On Line

Photos | Maio 1999/Foco Fixo | Ladrões de Imagem | Paparazzi
Volotão: o paparazzi que só usa 
grande angular

       "Eu gosto de usar 28mm,
pois não tem como perder a foto"

      J.C. Volotão é brasileiro e vive em Nova Iorque há oito anos. É fotógrafo profissional há 20 anos, especilizado em estúdio, fotojornalismo e fotografia científica. Tomou o gosto pelos flagras somente quando se transferiu para os EUA. Argumenta ele que no Brasil não existe mercado para este tipo de fotografia. 
       "Comecei a estudar técnicas de flagras sozinho. Fui aprendendo errando. Um fator muito importante são os informantes. Sem eles, fica difícil estar no lugar certo e de preferência algumas horas antes para estudar o local", esclarece Volotão, que é correspondente de Photos & Imagens nos EUA. A técnica de Volotão é ousada. Ele descarta as objetivas. Prefere garantir o flagrante utilizando grande angular. "Eu gosto de usar 28mm, pois não tem como perder a foto. Basta encostar uns três metros da celebridade e detonar", indica o fotógrafo, ressaltando que o risco de utilizar uma lente 200mm, por exemplo, é o de simplesmente perder o flagrante. "Caso você esteja do outro lado da rua esperando horas para uma pessoa sair de um hotel, clube, restaurante, etc. e na hora passa um caminhão ou ônibus tapando totalmente sua visão, esse momento não volta mais", alerta. 

       Segundo Volotão, os flagrantes são encomendados geralmente por leitores e não por publicações. "Eles querem ver como é o novo namorado de uma celebridade, como é o filho, etc. Dependendo da dificuldade da foto, ela poderá entrar em um leilão de publicações de todo o mundo. Ou seja, quem der o valor maior leva", revela Volotão, salientando que algumas das fotos mais valorizadas foram as da filha de Madonna e a do filho de Michael Jackson. "Mas cuidado com os seguranças, pois já tive fotógrafos empurrados, com seu filme arrancado da câmera. Mas comigo, nunca levei um empurrão", diverte-se Volotão. Fique com alguns flagras de J.C. Volotão. 

John F. Kennedy

"Nem sempre voce está sozinho em um flagra, pode ter vários fotógrafos com você e nesse caso não era um flagra e sim a cobertura da morte da Jackie Kennedy Onassis, tinha centenas de fotógrafos de várias partes do mundo. Entre todas as fotos que fiz essa foi o grande furo e pra minha sorte muitos fotógrafos perderam a foto, como pode ser visto na própria foto. O John saiu para fazer um cooper no Central Park e essa foto foi feita na hora que ele estava voltando. Mesmo com vários fotógrafos ao seu lado, você pode conseguir a grande foto".

Elton John

"Foram 5 dias de flagras, seguindo ele para todos os lugares que ia, com o jeep colado na limousine. Depois de um ótimo material resolvi me aproximar e pedir uma foto posada, que foi negada por ele rapidamente, os seguranças não deixaram nem chegar perto. Pedi novamente por uma foto posada apenas, pois teria que ficar seguindo ele enquanto ficasse em New York para conseguir essa foto. Ele parou, virou para trás e pediu aos seguranças para abrirem e posou para a foto. Agradeci e não fui mais no hotel, segurei a foto até o último dia dele em New York, pois caso contrário, outros fotógrafos iriam tentar a foto".

Bruce Springsteen

"Ele estava gravando um disco novo e resolveu dormir em um hotel em Manhattan, mesmo morando em New Jersey. Recebi uma informação do motorista que foi contratado por ele que iria sair cedo, indo diretamente para o estúdio; fui para o local na própria limousine de Bruce, soltei na esquina e fiquei aguardando, para minha felicidade consegui uma boa foto, dele dando uma gorjeta para o porteiro do hotel, é uma foto difícil e vendeu bem". 


Whoopi Goldberg e Gerard Depardieu


     "Seria apenas uma foto da Whoopi saindo do hotel e entrando no carro, mas de repente ela parava e rolava uma foto legal. Estava na frente do hotel quando vi o ator frances Gerard Depardieu entrar no hotel, seria muita coincidência ou ele foi encontrar com a Whoopi, resolvi aguardar e não fotografar ele entrando. Para minha sorte, algumas horas depois ela saiu com ele e dispensou a limousine, indo almoçar em um restaurante perto. Fiquei mais feliz ainda quando descobri que eles estavam planejando um filme juntos, ajudando com isso amarrar mais a matéria". Essas são apenas algumas fotos de flagras entre várias que já fiz, como fotografar traficantes no Halen ou ainda quando tive que montar uma equipe de 12 pessoas, 4 carros, 1 moto, rádios, e uma pessoa hospedada no mesmo andar de uma das celebridades. Esse trabalho durou 4 dias. Consegui a foto, mas infelizmente um fotógrafo foi ameaçado de morte e voltou para o Brasil, eu tive que mudar de casa e sumir por algum tempo. As fotos foram publicadas com créditos trocados é claro, mas o assunto abafado rapidamente. Infelizmente não posso revelar nomes, pois tem muita coisa por trás disso, posso adiantar que foi um político e uma atriz.


Xuxa


     "As primeiras fotos que fiz da Xuxa foram flagras, peguei informações de onde ela iria ou de onde acabou de chegar, fiz algumas fotos com a 200mm para garantir e em seguida usei uma 28mm e cheguei perto, depois de garantir as fotos me aproximei e tentei me apresentar, ela falou que estava de férias e que não queria fotos, veio para descançar, pedindo para que eu fosse embora, atendi o seu pedido, pois entendi o seu ponto de vista, mas deixei bem claro que aquele também era o meu trabalho. Com isso consegui no ano seguinte as primeiras fotos da Xuxa posadas em New York. Agora todos os anos quando ela vem de férias ou a negócios, encontra um tempinho para bater um papo, mesmo que seja sem cãmeras".


   

Naomi Campbell


     "A foto que eu queria era dela com o novo namorado, essa foto já estava pedida no mercado por algum tempo e nenhum fotógrafo ainda tinha conseguido. Recebi informações que ela estava com o namorado em um restaurante em Manhattan, corri atrás e confirmei que ela estava dentro do restaurante, tentei entrar e fotografar ela na mesa, mas não foi possível, aguardei então a saída dos dois. para minha tristeza ela saiu rindo e sozinha. Mas valeu a foto".




Photos & Imagens On Line

Photos | Maio 1999/Focalize | Ladrões de Imagem | Tom Jobim
O maestro Tom Jobim

 

 

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       "Tom foi uma pessoa que flagrei algumas vezes, geralmente não queria fotos, até que um dia pedi o seu telefone em um show, quando liguei , me convidou para ir encontrá-lo, ficamos batendo um papo e depois fomos fazer algumas fotos, num desses encontros fui acompanhá-lo em uma gravadora, rolou muitas fotos legais. 
       No dia em que soube que ele faleceu, não queria acreditar, fui em busca dos fatos e não de boatos, mas para minha tristeza o mundo perdeu um grande homem. Fui ao velório e resolvi seguir o carro que estava levando o caixão para o aeroporto, pois iria seguir para o Brasil. Não sei o motivo exato que estava seguindo, talvez para última despedida. Consegui entrar no setor de carga e as fotos que fiz logo depois, me chocou tanto que mudou muitas coisas na minha vida. 

       O caixão foi retirado de carro por uma empilhadeira, colocado em uma balança e colocado junto com as outras cargas, esperando o momento de embarcar no avião. No inicio fotografei com uma câmera pequena, sem muita qualidade, mas depois montei meu equipamento e resolvi registrar aguele momento. Essas fotos estão sendo publicadas pela primeira vez, pois não ofereci para as publicações por razões pessoais". 

 

 


 



 


 



 

 

 

 


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