
Entrevistas com JC VOLOTÃO
Algumas TVs e Publicações:
TVs:
Publicações:
Álbum Digital (1) / Esfera
(1) / Fotos e Rumos (1) / Photos & Imagens (5) /
Aventuras na História
(1) / Flash (2) e outras
|

ENTREVISTA
com
Volotão |
 |
por Nathalia Jabur
"A
criatividade e a renovação da técnica são
fundamentais para a carreira de um fotógrafo. Se parar no tempo,
é engolido.. Cada fotógrafo tem que ter um estilo forte
e marcante".
JC Volotão
Um
"caçador de imagens", um dia um jornalista o definiu.
E, com propriedade, assim pode ser chamado o fotógrafo João
Carlos Volotão. Seu forte atualmente são as fotografias
de celebridades. De Liza Minelli a Yasser Arafat, sua lista é
ampla e a variedade é o que fascina em sua história profissional.
Hoje,
fazendo o que gosta, ele é um estímulo para os que têm
medo de apostar a vida no que uma câmera fotográfica é
capaz de fazer. Depois de um acidente que o deixou oito meses sem andar,
Volotão decidiu tentar a sorte fora do país. Chegou à
Nova Iorque sem falar inglês, com 700 dólares na carteira;
porque as economias tinham sido confiscadas pelo famoso pacote de 1990,
"mas com o equipamento de fotografia para trabalhar", ressalta.
Em um ano, ele já estava trabalhando para grandes veículos,
norte-americanos e também brasileiros.
Volotão
começou a ser tão requisitado pela mídia brasileira
que abriu a Eclipse Photo Agency, contratando outros fotógrafos
para trabalhar com ele. "Sempre ligavam do Brasil quando algo importante
acontecia e eu não queria perder as pautas", explica.
Hoje,
experiente, Volotão tem boas lembranças e histórias
para contar. Como todo bom caçador, aliás. Algumas envolvem
riscos e desafios como fotografar traficantes em plena atividade no
Harlem, um bairro de Manhattan, de onde teve que sair correndo literalmente,
mas com as imagens registradas. Outras, mostram que famosos também
dão trabalho e, de certa maneira, também o levam a correr.
"Uma
vez, tive que montar uma equipe de 12 pessoas, 4 carros, 1 moto, rádios
e até hospedar uma pessoa no mesmo andar de um hotel onde estava
uma celebridade", conta. Tudo durou quatro dias, mas ao final,
foi ameaçado e com as imagens publicadas com créditos
trocados, teve que "sumir por um tempo, voltar ao Brasil, mudar
de casa".
Ainda
assim, é descrevendo sua profissão que ele mostra o quanto
é um apaixonado. "É um trabalho fantástico
pois cada dia tenho uma pessoa diferente para acompanhar pela cidade,
ou uma aventura atrás de alguém", conta.
Mas
nem sempre as celebridades foram as "caças" das lentes
de Volotão. E, com a mesma paixão, descreve seu trabalho
por onde tudo começou. "Era muito interessante pegar uma
folha e ir entrando dentro dela, ou fotografar células, ácaros,
fungos... O mundo micro é imenso e maravilhoso". Podia ser
declaração de um cientista, mas é assim que ele
fala da época em que foi fotógrafo científico,
onde conseguiu unir suas duas grandes paixões: a fotografia e
a natureza.
O
amor pelos animais ele não sabe de onde vem. Lembra-se somente
de alguns problemas na infância por colocar uma lesma para andar
em cima da mesa da escola.
A
fotografia, no entanto, tem procedência e quase que data definida.
Seu pai gostava tanto de fotografar que sempre chegava em casa com uma
máquina nova. Nada muito profissional: fotos de viagens, reuniões
de família... Mas as câmeras fotográficas entraram
na vida de Volotão, quase como brinquedo de criança. Quase,
porque, aos 11 anos, quando ganhou sua primeira máquina, já
"vivia no zoológico fotografando e tinha até um book
só com fotos de animais".
Embora
ainda não conhecesse muito das técnicas, que define como
as de um amador, Volotão expôs suas fotos pela primeira
vez aos 15 anos em uma espécie de associação de
artes na Tijuca, no Rio de Janeiro, com o título "Tristes
Animais".
Daí
para frente não tinha mais para onde fugir. Do estúdio
aberto com o irmão Jorge, passando pela atividade como fotógrafo
de jornais e revistas, levado por uma "quedinha pelo fotojornalismo",
pelas aulas dadas na universidade, até a mudança para
Nova Iorque, onde tem uma agência, a vida foi mostrando a Volotão
a versatilidade que podia ter como fotógrafo. Ou, vice-versa.
E
para quem pensa que este outro grande amor pelos animais ficou para
trás, Volotão avisa que tem um grande projeto para unir
novamente as duas coisas "no futuro". O fotógrafo,
entretanto, continua não matando nem formigas. Mas caçando
celebridades a valer.
AD: Como você
faz para saber onde estão as celebridades? (Marcos Spada, São
Paulo, SP)
JCV: Até que
essa parte não é muito difícil, pois tenho informantes
nas empresas aéreas no Brasil e aeroportos do Rio, São
Paulo e Brasília. Em Nova York, tenho informantes também
em empresas aéreas e no aeroporto, mas também nos táxis,
hotéis, lojas, restaurantes, etc. Sem eles fica difícil.
AD: Os jornais e revistas
pedem para que você procure certas celebridades ou você
"caça" as imagens por sua conta e depois tenta vendê-las?
(Márcia Barbosa, Natal, RN)
JCV: Geralmente eu descubro
e ofereço, quando recebo o OK vou à caça. Caso
contrário, trabalharia sem necessidade e ficaria com fotos encalhadas.
AD: Você costuma
pedir autorização para tirar fotos de celebridades? Já
aconteceu de ter sido processado? (Gustavo Tedesco, Rio de Janeiro,
RJ)
JCV: Nunca vou pedir
autorização pois as celebridades precisam dos fotógrafos
assim como os fotógrafos precisam das celebridades. Elas têm
que sair em publicações, propagandas, filmes e outros
meios de divulgação, e em todos o fotógrafo está
presente. Sem ele a celebridade não existiria. Nunca fui processado,
pois respeito as pessoas da maneira que gosto de ser respeitado. Jamais
invadiria uma residência para fotografar e se a celebridade estiver
em posição comprometedora, com uma perna aberta mostrando
o que não devia, ou em outras situações, eu não
publico as fotos. Creio que por isso nunca fui processado. Mas se estiver
num lugar público, pego carro, moto, lancha, helicóptero
e detono foto.
AD: Pode se dizer que
você é um "paparazzi"? Você já se
arrependeu por invadir a privacidade de alguma celebridade? (Marcos
Almeida Júnior, arquiteto, SC)
JCV: Não me considero
um "paparazzi". Sou um repórter fotográfico
atrás da notícia, que está sempre às voltas
com celebridades, seja qual for a área. Eu nunca entrei em um
plantão sem pegar a foto que queria. Muitas dessas imagens foram
conseguidas após nove horas na neve, dias sem dormir, sem comer
ou beber. Por isso, no início, para conseguir uma foto, invadia
até velório, festas em casas particulares, quarto de hotéis,
desrespeitando a todos, mas isso não faço mais.
AD: Por quê?
O que o fez mudar de postura?
JCV: Acho que estou
ficando velho!! Vejo meu trabalho agora com outros olhos. Diferente
de oito, dez anos atrás, prefiro fazer uma amizade, um contato
mais profundo, trocar telefones, ir jantar. Com isso, as fotos ficam
melhores ainda! Mas tem algumas celebridades que não querem saber
de fotos, então respeito e vamos dar um giro pela cidade.
AD: No aspecto emocional,
a fotografia de eventos exige muita atenção (e tensão).
Para alguém experiente, o momento exato já é naturalmente
conhecido? (Fred Volotão, São Paulo, SP)
JCV: Fala primo!! (Os
dois são parentes distantes, descobriram-se pela Internet, mas
não se conhecem pessoalmente). Você tem que ficar atento
a tudo. Muitas vezes não escuto o que estão falando ou
cantando, apenas presto atenção ao que está acontecendo
na cena principal e em volta, onde poderá estar a grande foto.
AD: Outro dia, vi uma
foto do casamento de uma atriz com o distinto noivo feita com grande
angular. Em minha opinião, deformou o casal de uma maneira incômoda,
deixando-os bem mais gordos. O que você faz para evitar este tipo
de problema? (Ana Maria Schultze, São Paulo, SP)
JCV: Geralmente fotografo
com grande angular para não perder a foto, pois com uma tele
você fica do outro lado da rua esperando a celebridade sair durante
alguns dias e, quando ela sai, passa um caminhão na frente. Você
perdeu a foto. Uso uma 28 mm que não deforma muito o corpo. Abaixo
de 28 fica difícil.
AD: Qual a vigília
mais longa por uma foto e o momento mais perigoso da sua carreira? (Arnaldo
Duran, jornalista, Nova York)
JCV: Foram muitas! Os
maiores plantões foram de 8 dias, no caso do Pedro Collor (fiz
as últimas fotos dele vivo) e da Madonna com o "baby".
A hora certa no lugar certo são muito difíceis. Você
pode ficar dois ou três dias esperando a pessoa sair de casa ou
do hotel. Quanto aos momentos mais perigosos, foram os dois narrados
no perfil. O episódio do Harlem e o outro em que tive que mudar
de endereço e um de meus fotógrafos foi jurado de morte.
AD: Qual o relacionamento
profissional entre os fotógrafos da sua área em termos
de reconhecimento e respeito? (Fred Volotão, São Paulo,
SP)
JCV: A inveja existe
em todas as profissões e se você bobear, lhe fazem uma
armadilha e a coisa fica feia. Não me preocupo muito com isso,
pois não tenho patrão nos Estados Unidos. Tenho minha
agência e algumas pessoas trabalhando nela. No Brasil, deve ser
bem pior mas, como em todas as áreas, existem as exceções.
Por exemplo, a revista Caras escolheu as melhores fotos dos seis anos
da publicação e uma delas era minha, mesmo trabalhando
para a sua grande concorrente (Chiques & Famosos). Isso não
deixa de ser reconhecimento e respeito.
AD: Há dificuldade
para um profissional brasileiro entrar em jornais e revistas nos EUA?
(Sérgio Lima, Brasília, DF)
JCV: O pior não
é a dificuldade. Sempre tem uma vaguinha para um bom profissional.
O grande problema é o salário. Tem fotógrafos trabalhando
em publicações de nome por aqui que, com os descontos,
recebem U$ 1.000,00. Para trabalhar por U$ 250,00 por semana, 8 horas
por dia, mudo de profissão. Para você ter uma idéia,
uma foto minha é vendida por U$ 150,00, se for uma foto simples
e sem exclusividade. Pior que Nova York, não creio que exista
outra cidade. Chegam diariamente fotógrafos do mundo todo em
busca de um lugar ao sol.
AD: Qual a foto mais
valiosa que você já produziu e comercializou? (Flávia
G. Pereira, fisioterapeuta, RJ)
JCV: Em termos de quantidade
vendida para várias publicações foi a da Madonna
e seu "baby". A do Stallone com a namorada grávida
e a do Elton John chegaram a 15 mil dólares. Mas isso acontece
de dois em dois anos e olhe lá. Já tiveram celebridades,
cuja foto - uma só - foi vendida por dois mil dólares.
De tempos em tempos, o público pede uma foto e é assim
que funciona: o povo quer ver, as publicações querem mostrar
e o fotógrafo tem que conseguir. E isso tem seu preço.
Mas há outros tipos de trabalho. Fiz capas de disco para a Sony,
pelas quais recebi uma boa grana.
AD: Você aceitaria
o serviço pedido por um fã que quisesse flagras interessantes
para a coleção dele? (Frederico W, Florianópolis,
SC)
JCV: Acho que sim! Depende
da pauta. É um trabalho como outro qualquer onde só muda
o objetivo final.
AD: Que outros tipos
de temas você gosta de fotografar? Ou você nem pensa em
máquina nas horas vagas?
JCV: Gosto de fotografar
esportes, cotidiano, cidades, e muitos outros temas, mas quando estou
naqueles dias que preciso relaxar, pego minha câmera e vou para
um local onde encontre a natureza, para as montanhas de preferência.
Depois de ficar o dia todo lá, fotografar uns 5 ou 10 rolos,
volto outro, prontinho para agüentar essa cidade louca.
Vinte
e quatro de novembro de 1999 |

J.C. Volotão
por Nemo
Nox
Vivendo
em New York, João Carlos Volotão especializou-se
em flagrar personalidades com a sua câmara. Um
trabalho difícil, por vezes arriscado, mas que
pode ser muito bem recompensado financeiramente. A Esfera conversou com este paparazzo brasileiro.
|
|
J.C. Volotão
por Nemo Nox
Esfera - Como você se transformou
em paparazzo? Aconteceu naturalmente ou foi um plano predeterminado?
Volotão - Não me considero um paparazzo,
sou um fotojornalista e fazer flagras faz parte do meu trabalho.
Fazer fotos de flagras requer muita técnica e paciência.
Esfera - Quais são os truques para
flagrar personalidades? Pesquisa, informantes, paciência,
sorte?
Volotão - Você tem que estar no lugar
certo e na hora certa e isso é muito difícil.
Os informantes são fundamentais para você estar
no lugar certo de preferência antes da celebridade chegar
ou sair. Tenho informantes em aeroportos, empresas aéreas,
motoristas de táxi, vendedores de lojas, funcionários
de hotéis, etc.
Esfera - E a ética? Você
não se sente invadindo a privacidade de quem não
quer ser fotografado naquele momento?
Volotão - Se estou na rua, posso fotografar
quem eu quiser. Se eles querem privacidade, basta não
ir a lugares públicos, pois são nesses lugares
que serão fotografados. Nunca irei invadir a sua casa
ou o quarto de um hotel para fazer uma foto, mas se o lugar
é publico, estarei lá.
Esfera - É uma atividade muito
rentável? Quanto pode chegar a valer uma foto de flagra?
Volotão - Dependendo da foto, pode ter
um grande valor e até chegar a um leilão de
publicações, ou seja, quem der o maior lance
leva a foto. Uma fotografia é como uma obra de arte,
não tem um preço estabelecido, o autor pede
um valor, compra quem quiser.
Esfera - E os riscos envolvidos? Seguranças,
ameaças?
Volotão - Os riscos são muitos,
mas faz parte de minha profissão. Já fotografei
até traficantes no Harlem e creio que o risco é
bem maior que fotografar celebridades.
Esfera - A maior parte dos paparazzi trabalha
à distância, com grandes tele-objetivas, e muitas
vezes a "vítima" só fica sabendo quando
vê a foto publicada. Mas você diz preferir trabalhar
no "corpo-a-corpo", com uma objetiva grande-angular.
Quais as vantagens e as desvantagens?
Volotão - A grande vantagem é que
a chance de perder a foto diminui muito. Quando você
encosta na celebridade a uns três metros e detona foto,
o risco de perder é bem menor que ficar dias tentando
conseguir uma foto de longe. Tem o problema dos seguranças,
mas não é toda celebridade que anda com seguranças,
isso é lenda. Não é tão dificil
achar uma na 5 Avenida ou no Central Park nos finais de semana.
Por isso uso uma lente 28mm e não as famosas tele-objetivas.
Com a tele você vai estar longe, podendo passar um caminhão
na frente e estragar a foto. O momento não volta. Perdeu,
pode esquecer.
Esfera - Qual você acha que foi
sua foto mais difícil de conseguir? E de qual flagra
da sua coleção você tem mais orgulho?
Volotão - Geralmente as fotos não
são tão simples de conseguir como parece, já
fiquei oito dias para conseguir uma foto, depende muita da
sorte também. Já tentei fotografar celebridades
que ficaram quatro dias no quarto do hotel sem sair. O que
gosto mais está na minha homepage.
Esfera - O paparazzo está mais
perto de ser um artista ou um detetive?
Volotão - Os dois e muito mais, pois não
basta você conseguir saber onde e quando a celebridade
vai estar, tem que saber a técnica que vai ser usada,
pois varia de caso em caso, e também saber fotografar.
Tenho vinte anos de fotografia profissional, fui criando as
minhas técnicas com os erros que fui cometendo, sem
livros ou professores, pois o dia-a-dia é fundamental
para um bom aprendizado.
site oficial
João Carlos Volotão
"O
Bruce Springsteen estava gravando um disco novo e resolveu
dormir num hotel em Manhattan, mesmo morando em New
Jersey. Recebi uma informação do motorista
que foi contratado por ele, que iria sair cedo, diretamente
para o estúdio. Fui para o local na própria
limousine do Bruce, saltei na esquina e fiquei aguardando.
Para minha felicidade, consegui uma boa foto, dele dando
uma gorjeta para o porteiro do hotel, é uma foto
difícil e vendeu bem".
J.C. Volotão
Escreva
para a Esfera.
Sua
opinião é importante. |
|
 |
|
Fotos
e Rumos
entrevista
JC
Volotão |
Por
Levis Litz
Fotos
e Rumos
Como foi o teu primeiro contato com a
fotografia?
JC Volotão; Tudo começou quando ganhei
minha primeira câmera aos 11 anos de idade, depois disso as coisas foram acontecendo. Atualmente
tenho 22 anos de fotografia profissional,
abri meu primeiro estudio com 19 anos, com o irmão
e também fotógrafo
Fotos e Rumos
Por que escolheu a profissão
de jornalista e repórter fotográfico?
JC Volotão Gosto de ver registrado
os momentos da vida das pessoas, das cidades etc.
.
Mostrar os FATOS em FOTOS, sem mentiras, como em algumas
matérias que leio.
Fotos e Rumos
Qual é a área de atuação?
JC Volotão Trabalho como fotojornalista,
sou correspondente da revista Chiques &
Famosos e tenho uma Agência de fotos chamada Eclipse Photo Agency. Faço também
outros trabalhos como fotografia científica,
capas de discos, propaganda etc.
Mas o que gosto mesmo é de furar notícias
e passar para os leitores.
Fotos e Rumos
Você nasceu no Rio de Janeiro
e hoje, aos 40 anos, vive em
New York, desde quando?
JC Volotão Cheguei aqui em 1990 e
nunca mais sai.... eta terrinha boa (risos) !!!
Fotos e Rumos
O que o motivou a trabalhar com
fotografia em NY?
JC Volotão Estava trabalhando como
FOTÓGRAFO CIENTÍFICO na UFRJ a 6 anos, sofri um acidente e fiquei 8 meses sem andar, depois
de muito refletir resolvi mudar o objetivo do meu trabalho, deixar de fotografar células,
vírus etc... para fotografar gente, ou melhor
celebridades. Se ficase no Rio de Janeiro, nunca iria
largar o meu emprego federal.
Escolhi New York para ser a cidade por onde começar
tudo novamente. Escolhi fotografar celebridades,
pois gosto de fotografar gente e a procura é
grande por essas de fotos, juntar
o útil ao agradável não é
nada mau. New York tem celebridades todos os dias,
basta você ter o contato certo, para a informação
certa.
Fotos e Rumos
Quais são as diferenças
de trabalhar nos Estados Unidos ao invés
do Brasil?
JC Volotão Ganho em dolar!! Essa
é uma boa diferença (risos)! A outra
grande coisa é sair
com uma celebridade pelas ruas fotografando sem se
preocupar com as pessoas. Os
trabalhos que fiz com algumas celebridades aqui em
New York, seria impossível fazer no Brasil.
Já estava esquecendo de uma coisa MUITO importante!
Aqui posso andar com um
equipamento de U$ 15.000 pelas ruas sem problemas.
É lógico que tem assaltos, mas é bem pouco.
Fotos e Rumos
Pretende voltar para o Brasil?
JC Volotão Pretendo voltar, mas ainda
não tenho o ano certo, são muitas coisas
para serem
feitas antes dessa mudança. Quero mostrar um
pouco meu trabalho no Brasil, fazer alguns
livros, exposições, abrir um estúdio,
de repente até dar umas aulinhas rápidas.
Fotos e Rumos
Você participou de muitas
exposições fotográficas'?
JC Volotão Não foram muitas,
mas certamente a mais importante foi a que fiz quando tinha 15 anos de idade, o tema era "TRISTES ANIMAIS",
as fotos foram feitas no zoológico do
Rio. Para fazer uma exposição bem feita
requer tempo e isso não tenho sobrando a muito
tempo.
Fotos e Rumos
Você já pensou em
participar de algum concurso?
JC Volotão Nunca participei, pois
as fotos acabam se perdendo em outras mãos,
muitos querem
o direito pelas fotos por algum tempo ou total, outros
publicam as fotos em vários lugares
e nem te falam e muito mais motivos. Prefiro não
me aborrecer. Quem sabe um dia.
Fotos e Rumos
Qual é a maior dificuldade
que um fotógrafo encontra para começar
uma carreira?
JC Volotão Essa é facil!.
A compra de um bom equipamento, pois custa muita grana.
A escolha certa em que área vai atuar, pois
no início ele fica perdido com várias
opções.
Os vampiros do mercado fotográfico que acham
que publicar suas fotos com o crédito já
é um
grande favor. Falar em valores pela foto é
piada. E olha que até hoje escuto isso até aqui e no Brasil. Quando começam com o papo
que não tem verba, pergunto se eles tem computador,
equipamentos fotográficos etc... A pergunta
é automatica: PORQUE???
Então respondo: Para pegar como pagamento da
minha foto. Teve uma revista de New York que
trata de mercado financeiro que falou que não
tinha verba blá.. blá.. blá..
só que me pegou
naqueles dias. Perguntei ao editor se sabia engrachar
sapato, ele respondeu logo que sim, com a pergunta PORQUE? Então respondi
que liberava minhas fotos e passaria todos os
dias durante um ano, para ele engrachar meu sapato
pelo pagamento das fotos. Acho que
ele aprendeu a lição, ainda mais sendo
americano e escutar isso de um brasileiro.
Fotos e Rumos
No que se resume a fotografia
para você?
JC Volotão No fotojornalismo é
facil: "REGISTRAR O FATO EM FOTO".
Fotos e Rumos
Qual a sua dica para os iniciantes?
JC Volotão Não queira estudar
muito em cursos, pois o professor ganha muito pouco para
dar aula, se ele fosse um bom fotógrafo, estaria
atuando na profissão. Cuidado com o que
você vai ler também, pois você
nunca sabe a verdade sobre o verdadeiro autor. Aqui
nos
Estados Unidos, tem alguns fotógrafos que ganham
somente para colocar o nome em seus livros. Mas isso não circula muito nas notícias.
A prática do dia a dia é sua grande
aula.
Aprender errando é fundamental para você
começar a fotografar.
Fotos e Rumos
Quais são os seus planos
para o futuro como fotógrafo?
JC Volotão Lançar alguns livros
(já tenho algumas propostas de editoras, mas
ainda estou esperando outras) e voltar ao Brasil e fazer
algumas exposições pelos estados, ter contato
com essa gente maravilhosa, aproveitando para fotografar.
|
Gente
famosa sob
o
olhar de JC Volotão

____
____

|
Elas
são lindas
Bruna
Lombardi e Sônia Braga flagradas por J. C. Volotão
numa tarde de chuva em Nova Iorque. |
 |
Essa história de que seu dia está perdido
por ter acontecido algo como cancelamento de fotos, tempo
ruim, problemas no equipamento etc... e ver a agenda para
o dia seguinte, está cortado definitivamente do
meu dia a dia, como mostra bem o exemplo dessas fotos.
Estava fazendo um clip juntamente com a capa do disco
para um grupo, o tempo estava horrível e a chuva
começou a cair direto, ficando impossível
trabalhar na rua. Resolvi cancelar tudo e todo o pessoal
foi embora. Como estava perto da casa da Soninha, uma
pessoa com uma energia fantástica, resolvi passar
por lá e animar um pouco o meu dia chuvoso, mas
ela nem deixou contar a história toda, pois estava
com visita que era a Bruna Lombardi. Se só a Sônia
já levanta o seu dia, um bate papo com as duas
seria ótimo. No início nem falamos em fotos
e esse não era o motivo de estar lá. Com
o passar do tempo, a coisa foi descontraindo e pedi permissão
a Bruna para registrar esse momento único, pois
sabia que com a Soninha não teria problema. O resultado
de uma tarde chuvosa foi essa série sensacional
representada aqui por algumas fotos.
Se separadas elas são lindas, as duas juntas são
MARAVILHOSAS!!!!
Soninha e Bruna são dois ícones que bem
representam a mulher brasileira. Fogem completamente do
padrão estabelecido de que os neurônios de
mulher estão na bunda, como podemos constatar nos
vários exemplos espalhados pela mídia. Soninha
dispensa apresentações. É uma atriz
consagrada que tem em seu currículo filmes como
Dona Flor e seus dois Maridos e O Beijo da Mulher Aranha.
Bruna, dos olhos verdes, além de atriz, é
poetisa e entrevistadora de mão cheia. Muitas personalidades
já passaram por seu Gente de Expressão.
Quem pode pode, quem não pode, rebola.

|
Photos
| Maio 1999/Foco Fixo | Ladrões de Imagem | Paparazzi
|
Volotão:
o paparazzi que só usa
grande
angular |
"Eu
gosto de usar 28mm,
pois não tem como perder a foto"
J.C. Volotão é brasileiro e vive em Nova Iorque
há oito anos. É fotógrafo profissional
há 20 anos, especilizado em estúdio, fotojornalismo
e fotografia científica. Tomou o gosto pelos flagras
somente quando se transferiu para os EUA. Argumenta ele que
no Brasil não existe mercado para este tipo de fotografia.
"Comecei a estudar técnicas de flagras sozinho.
Fui aprendendo errando. Um fator muito importante são
os informantes. Sem eles, fica difícil estar no lugar
certo e de preferência algumas horas antes para estudar
o local", esclarece Volotão, que é correspondente
de Photos & Imagens nos EUA. A técnica de Volotão
é ousada. Ele descarta as objetivas. Prefere garantir
o flagrante utilizando grande angular. "Eu gosto de usar
28mm, pois não tem como perder a foto. Basta encostar
uns três metros da celebridade e detonar", indica
o fotógrafo, ressaltando que o risco de utilizar uma
lente 200mm, por exemplo, é o de simplesmente perder
o flagrante. "Caso você esteja do outro lado da
rua esperando horas para uma pessoa sair de um hotel, clube,
restaurante, etc. e na hora passa um caminhão ou ônibus
tapando totalmente sua visão, esse momento não
volta mais", alerta.
Segundo Volotão, os flagrantes são encomendados
geralmente por leitores e não por publicações.
"Eles querem ver como é o novo namorado de uma
celebridade, como é o filho, etc. Dependendo da dificuldade
da foto, ela poderá entrar em um leilão de publicações
de todo o mundo. Ou seja, quem der o valor maior leva",
revela Volotão, salientando que algumas das fotos mais
valorizadas foram as da filha de Madonna e a do filho de Michael
Jackson. "Mas cuidado com os seguranças, pois
já tive fotógrafos empurrados, com seu filme
arrancado da câmera. Mas comigo, nunca levei um empurrão",
diverte-se Volotão. Fique com alguns flagras de J.C.
Volotão.
|
John
F. Kennedy
"Nem
sempre voce está sozinho em um flagra, pode
ter vários fotógrafos com você
e nesse caso não era um flagra e sim a cobertura
da morte da Jackie Kennedy Onassis, tinha centenas
de fotógrafos de várias partes do mundo.
Entre todas as fotos que fiz essa foi o grande furo
e pra minha sorte muitos fotógrafos perderam
a foto, como pode ser visto na própria foto.
O John saiu para fazer um cooper no Central Park e
essa foto foi feita na hora que ele estava voltando.
Mesmo com vários fotógrafos ao seu lado,
você pode conseguir a grande foto". |
|
|
Elton
John
"Foram
5 dias de flagras, seguindo ele para todos os lugares
que ia, com o jeep colado na limousine. Depois de
um ótimo material resolvi me aproximar e pedir
uma foto posada, que foi negada por ele rapidamente,
os seguranças não deixaram nem chegar
perto. Pedi novamente por uma foto posada apenas,
pois teria que ficar seguindo ele enquanto ficasse
em New York para conseguir essa foto. Ele parou, virou
para trás e pediu aos seguranças para
abrirem e posou para a foto. Agradeci e não
fui mais no hotel, segurei a foto até o último
dia dele em New York, pois caso contrário,
outros fotógrafos iriam tentar a foto". |
|
|
Bruce
Springsteen
"Ele
estava gravando um disco novo e resolveu dormir em
um hotel em Manhattan, mesmo morando em New Jersey.
Recebi uma informação do motorista que
foi contratado por ele que iria sair cedo, indo diretamente
para o estúdio; fui para o local na própria
limousine de Bruce, soltei na esquina e fiquei aguardando,
para minha felicidade consegui uma boa foto, dele
dando uma gorjeta para o porteiro do hotel, é
uma foto difícil e vendeu bem". |
|
Whoopi Goldberg e Gerard Depardieu
"Seria apenas uma foto da Whoopi saindo do hotel e entrando no carro, mas de repente ela parava e rolava uma foto legal. Estava na frente do hotel quando vi o ator frances Gerard Depardieu entrar no hotel, seria muita coincidência ou ele foi encontrar com a Whoopi, resolvi aguardar e não fotografar ele entrando. Para minha sorte, algumas horas depois ela saiu com ele e dispensou a limousine, indo almoçar em um restaurante perto. Fiquei mais feliz ainda quando descobri que eles estavam planejando um filme juntos, ajudando com isso amarrar mais a matéria". Essas são apenas algumas fotos de flagras entre várias que já fiz, como fotografar traficantes no Halen ou ainda quando tive que montar uma equipe de 12 pessoas, 4 carros, 1 moto, rádios, e uma pessoa hospedada no mesmo andar de uma das celebridades. Esse trabalho durou 4 dias. Consegui a foto, mas infelizmente um fotógrafo foi ameaçado de morte e voltou para o Brasil, eu tive que mudar de casa e sumir por algum tempo. As fotos foram publicadas com créditos trocados é claro, mas o assunto abafado rapidamente. Infelizmente não posso revelar nomes, pois tem muita coisa por trás disso, posso adiantar que foi um político e uma atriz.
|
|
Xuxa
"As primeiras fotos que fiz da Xuxa foram flagras, peguei informações de onde ela iria ou de onde acabou de chegar, fiz algumas fotos com a 200mm para garantir e em seguida usei uma 28mm e cheguei perto, depois de garantir as fotos me aproximei e tentei me apresentar, ela falou que estava de férias e que não queria fotos, veio para descançar, pedindo para que eu fosse embora, atendi o seu pedido, pois entendi o seu ponto de vista, mas deixei bem claro que aquele também era o meu trabalho. Com isso consegui no ano seguinte as primeiras fotos da Xuxa posadas em New York. Agora todos os anos quando ela vem de férias ou a negócios, encontra um tempinho para bater um papo, mesmo que seja sem cãmeras".
|
|
Naomi Campbell
"A foto que eu queria era dela com o novo namorado, essa foto já estava pedida no mercado por algum tempo e nenhum fotógrafo ainda tinha conseguido. Recebi informações que ela estava com o namorado em um restaurante em Manhattan, corri atrás e confirmei que ela estava dentro do restaurante, tentei entrar e fotografar ela na mesa, mas não foi possível, aguardei então a saída dos dois. para minha tristeza ela saiu rindo e sozinha. Mas valeu a foto".
|
|
Photos
| Maio 1999/Focalize | Ladrões de Imagem | Tom Jobim
|
|


|
"Tom foi uma pessoa que flagrei algumas vezes, geralmente
não queria fotos, até que um dia pedi o seu
telefone em um show, quando liguei , me convidou para ir encontrá-lo,
ficamos batendo um papo e depois fomos fazer algumas fotos,
num desses encontros fui acompanhá-lo em uma gravadora,
rolou muitas fotos legais.
No dia em que soube que ele faleceu, não queria acreditar,
fui em busca dos fatos e não de boatos, mas para minha
tristeza o mundo perdeu um grande homem. Fui ao velório
e resolvi seguir o carro que estava levando o caixão
para o aeroporto, pois iria seguir para o Brasil. Não
sei o motivo exato que estava seguindo, talvez para última
despedida. Consegui entrar no setor de carga e as fotos que
fiz logo depois, me chocou tanto que mudou muitas coisas na
minha vida.
O caixão foi retirado de carro por uma empilhadeira,
colocado em uma balança e colocado junto com as outras
cargas, esperando o momento de embarcar no avião. No
inicio fotografei com uma câmera pequena, sem muita
qualidade, mas depois montei meu equipamento e resolvi registrar
aguele momento. Essas fotos estão sendo publicadas
pela primeira vez, pois não ofereci para as publicações
por razões pessoais".
|




Globo Repórter (1) / Fantástico
(1) /
Jornal Nacional (1) / Flash (4) / Brazil Update (2)
Entramos em contato com outros programas,
para pedir
uma cópia, de outras entrevistas.
Para entrevistas, entre em contato pelo e-mail:
entrevista@volotao.com
|
|
|
|
|
CLIQUE >> AQUI << PARA VOLTAR AS CATEGORIAS.
JC Volotão Photos

Criar seu atalho
JC Volotão Photos | Criar seu atalho

Serviços Fotográficos Diversos no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e New York. Confira alguns de nossos trabalhos e clientes. Experiência e Profissionalismo. Entre em contato pelo e-mails abaixo. |
Todas as fotografias e os textos são de propriedade
da Eclipse Photo Agency New York. As fotografias e os
textos estão protegidos conforme as leis dos
Estados Unidos e o copyright internacional e não
poderão ser reproduzidas, estocadas, manipuladas,
digitalizadas, etc. Somente com autorização
escrita e assinada pelo Sr. JC Volotão
da Eclipse Photo Agency Inc.de New York.
All the photographs
and texts are the sole property of Eclipse Phto Agency
New York. All the photographs and texts are copyright
and cannot be reproduced, stocked, manipulated, digited,
et cetera. Only with the written authorization and the
signature of Mr. JC Volotão of
Eclipse Photo Agency Inc. in New York.
|
|
© - JC Volotão - Eclipse Photo Agency New York - International Copyrigth - 1990 / 2012 - ®
AME À VIDA: SEJA VEGETARIANO
|