
ATENTADO EM NEW YORK
New York, 11 Setembro de 2001
O mundo está de luto, infelizmente a promessa dos terrorias de atacarem Nova York se tornou verdade. Mesmo com os bilhões de dólares gastos com a defesa dos Estados Unidos eles conseguiram acabar com o seu cartão postal, uma das imagens mais conhecida dos Estados Unidos. Agora é continuar a rezar e pedir para os terroristas não atacarem novamente, pois sabemos que tudo é possivel nos Estados Unidos e a lenda acabou.
Tudo começou com um telefonema falando que um avião bateu no World Trade Center e em segundos as notícias começaram a chegar, pela televisão e também pelas outras linhas telefônicas. Não era boato e sim fato! Atentado em Nova York!
Inacreditável, nunca imaginava que isso poderia acontecer, pois os Estados Unidos gastam bilhões de dólares com a defesa e garantia que nenhum atentado pelo ar seria possível aqui. Tudo mentira! Infelizmente provaram o contrário.
Peguei meu equipamento para ir correndo ao local, pois sou repórter fotográfico e tinha que registrar o ocorrido. A Beth somente chegaria por volta de 11:00h, minha filhinha Bianca de apenas 1 ano e 6 meses estava comigo e a babá não tinha chegado ainda. Arrumei as coisas dela e fui levá-la para a casa da babá, pois não podia perder tempo. Chamei Robson Mello, meu amigo e também parceiro de muitas aventuras (mas nunca uma tão arriscada como essa, e olha que a gente apronta!). Moro fora Manhattan, pois gosto de paz, do verde, mas não tinha nenhuma ponte aberta. O que poderia fazer era ir até Brooklyn e chegando lá pensaria em algo.
Pegamos o jeep, coloquei a permissão da polícia no vidro da frente e nas laterais. Foram mais de 10 sinais vermelhos avançados, e muitas barricadas da polícia, contra-mão... Nessa hora um dos prédios já tinha caído! Chegamos a subir em calçadas para cortar o engarrafamento, até que chegamos na Brooklyn Bridge onde milhares de pessoas vinham em nossa direção nas duas pistas. Aproveitei para fazer algumas fotos,já que não via nenhum carro em nenhum sentido, somente o meu, quando percebi que seria impossível ir e voltar com o carro, perderia muito tempo, pois o rio estava logo abaixo. Para ir de carro seria difícil, por causa da multidão e da volta que teríamos que dar. Abandonamos o carro e corremos para achar um caminho para a beira do rio.
Nisso o outro prédio também já havia caído, mas com a preocupaçao de chegar ao local, não vimos isso acontecer, pois em alguns pontos não dava para ver a ilha de Manhattan. Começamos a chamar os barcos, até que um veio para ver o que estava acontecendo. Pedimos carona até o Pier 17, ofereci dinheiro, mas a resposta foi não. Depois do terceiro barco, conseguimos chegar no Wall Street. Não tinha quase ninguém, apenas algumas pessoas perdidas e policiais, as lojas abertas e abandonadas, todos estavam saindo pelo norte e entrei pelo sul. Já estava no local, nada tinha cor, estava tudo cinza, tinha que chegar ao local do atentado, mas a poeira e a fumaça, não deixavam enxergar direito.
Me senti em uma cidade sendo guerriada, sem muitas condições para me defender, pois não tinha máscara ou outros equipamentos para aquelas condições. Não pensei em nenhum momento que meus amigos poderiam também estar entre os escombros, pois sei que poderia atrapalhar o meu trabalho, tive que ser frio, caso contrário seria melhor ter ficado em casa.
Estava correndo riscos também, tinha que ficar atento a tudo. O prédio que cheguei pertinho era o anexo 5, que depois caiu. Tinha muita gente ajudando e todos estavam bem equipados com máscaras, luvas, e outros assessórios. Tive que montar os flashes nas câmeras, pois seria impossível fotografar com a poeira e fumaça aumentando.
Quando estava a no local, o vento mudou e a coisa ficou preocupante, virou noite, não conseguia respirar direito, enxergava tão pouco. Tossia o tempo todo. O lenço amarrado no rosto de nada adiantava.
Foi naquele momento que vi que os poucos minutos que demorei para arrumar minha filha e deixá-la na babá, foi o tempo que salvou minha vida, pois os fotógrafos e a imprensa em geral que chegaram logo quando souberam da queda do primeiro avião, provavelmente morreram soterrados, pois vi que mesmo naquele minuto era impossível ficar no local.
Registrei o que pude, pois a força que tinha era da minha profissão, a função de congelar o momento, mas não aguentava mais lutar. Voltei pelo mesmo lugar e consegui outra carona para o outro lado. Por incrível que pareça o carro estava no mesmo lugar.
Corri para casa, dei um beijão na minha filhinha, muito feliz por ter conseguido fazer o trabalho, registrado os fatos e estar vivo pra contar.
As pessoas me perguntam se não penso em voltar ao Brasil, mas moro aqui todos esses anos, mas acho que o Rio é muito mais perigoso. Tenho que refletir muito, antes de pensar em voltar. Atentado no Rio é diário e o governo não faz nada pra melhorar. Aqui a gente ve o governo trabalhar nessas horas. A diferença é enorme.
JC Volotão
Essa mátéria foi escrita no dia do atentado.
Veja as fotos do Atentado em NY por JC Volotão,
mas apenas as liberadas por ele, pois algumas choraria e muito.













































Se você reparar bem nas imagens, poderá ver uma sequencia.
Desse ponto em diante, JC Volotão prefere não revelar mais.
Poupando assim o sono de vocês.
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